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Publicado em: 20/1/2011

Congelamento de Óvulos - Preservando a Fertilidade

Por Dra. Mila Harada Ribeiro

A Medicina Reprodutiva tem ajudado muitos casais que não conseguiriam ter filhos. Mas até 2006, o método chamado de congelamento lento, apresentava índices de sucesso desanimadores. Entretanto, o desenvolvimento de uma nova técnica denominada vitrificação trouxe resultados muito superiores. Na vitrificação, o processo leva poucos segundos. Este método ultra-rápido tem como principal vantagem a não formação de cristais de gelo no interior do óvulo, reduzindo o dano celular que ocorre no congelamento lento. Trabalhos recentes mostram resultados animadores com taxas de sobrevida após descongelamento acima de 50% e até resultados clínicos de gravidez similares aos obtidos com óvulos frescos, despertando novas esperanças e perspectivas para preservação da fertilidade feminina.

 

DESVENDANDO O PROCESSO DE CONGELAMENTO DE ÓVULOS

 

Inicialmente o ovário da mulher é estimulado por medicamentos para que produza uma quantidade extra de óvulos. Durante esse período, é realizado um acompanhamento através de exames de ultra-som para avaliar o desenvolvimento dos folículos que ao atingirem o tamanho ideal são aspirados por via transvaginal e os óvulos recuperados são incubados em laboratório de fertilização in vitro, sendo apenas congelados aqueles considerados de boa qualidade.

A vitrificação consiste na imersão direta dos óvulos, após tratamento com substâncias crioprotetoras, em nitrogênio líquido, a temperatura de -196ºC.

 

QUAIS AS MULHERES QUE SE BENEFICIARIAM COM ESTA TÉCNICA?

 

As principais beneficiadas são mulheres jovens com doenças malignas que necessitam submeter-se a tratamentos oncológicos como quimioterapia ou radioterapia, que podem ocasionar  perda da função ovariana. 

A Medicina Reprodutiva tem ajudado muitos casais que não conseguem ter filhos. Até 2006, o método de congelamento lento de óvulos apresentava baixos índices de sucesso.

 

CRIOPRESERVAÇÃO OOCITÁRIA E O IMPACTO DA IDADE SOBRE A FERTILIDADE

 

Nos dias atuais, a mulher representa uma parcela importante no mercado de trabalho, havendo interesse especial pela sua carreira profissional e  tendência ao adiamento nos planos de engravidar.

 

Para a Dra. Mila Harada Ribeiro, médica ginecologista especialista em Reprodução Humana, adiar a gravidez pode trazer consequências para o sonho de ter filho. “A partir dos 35 anos, há um declínio da fertilidade porque há uma diminuição na quantidade e qualidade dos óvulos, o que reduz as chances de gestação natural”.

 

O congelamento de óvulos abre uma nova perspectiva para essas mulheres sem problemas de fertilidade, que por algum motivo necessitem postergar o momento da maternidade. Entretanto, o congelamento de óvulos deve ser encarado como uma forma de se sentirem mais seguras no futuro e não como uma garantia absoluta de gravidez.  Por isso, é  fundamental  expor às mulheres os riscos de se tomar decisões importantes de vida em função de um determinado número de óvulos criopreservados. O congelamento de óvulos para mulheres que desejam apenas retardar a gestação deve ser encarado como uma forma de se sentir mais segura no futuro, mas não como uma garantia de gestação. Sem dúvida, a médica alerta que a melhor opção ainda é procurar engravidar naturalmente até os 35 anos. Mas havendo impossibilidade, os óvulos devem, preferencialmente, ser congelados até esta mesma idade.

 

 

Dra. Mila Harada Ribeiro CRM/SC 15255

Médica Ginecologista e Especialista em Reprodução Humana




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