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Publicado em: 3/5/2011

Radiações Ultravioletas

Conheça os riscos das Radiações Ultravioletas e as formas de prevenção

Por Dr. Ademar Valsechi
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A cada ano, após a passagem do solstício de verão no nosso hemisfério, o eixo da terra se inclina e o pólo norte fica mais afastado do sol, enquanto o pólo sul fica mais próximo, com uma exposição vertical, o que nos deixa mais expostos aos raios solares. Na região sul, temos o agravante da ocorrência de falhas na camada de ozônio, que se tem acentuado próximo ao pólo sul.

 

Relembrando: O ozônio é uma substância formada por três átomos de oxigênio (O3), enquanto o oxigênio atmosférico, o que respiramos, é formado por dois átomos de oxigênio (O2). O ozônio se localiza nas camadas mais altas da atmosfera e forma um excelente manto de absorção de raios ultravioletas, sendo um filtro natural dessas radiações.

 

O ozônio reage com os gazes industrializados, contidos em “sprays”, que sobem para a alta atmosfera, perdendo o seu efeito absorvedor de raios ultravioletas, ocorrendo os conhecidos “buracos” na camada de ozônio, nos deixando pouco protegidos dessas radiações oriundas do sol.

 

Os raios ultravioletas também são emitidos artificialmente pelas lâmpadas fluorescentes, dicróicas, mercuriais, telas de vídeo, clarões, faíscas de solda, etc.

 

Os raios ultravioletas são assim chamados, por terem vibração acima do violeta, que é o limite superior do espectro visível.  São, portanto, invisíveis.

 

Os Ultravioletas (U.V.) dividem-se em:

 

UVA = Comprimento de onda de 315 a 380 nm

UVB = Comprimento de onda de 280 a 315 nm

UVC = Comprimento de onda de 100 a 280 nm

 

A radiação UVC é praticamente toda absorvida pela camada de ozônio, dificilmente chegando à Terra.

As alterações que as radiações UVA e UVB podem produzir nos olhos e anexos são:

 

a) Efeitos agudos:

 

- Algumas horas após a exposição de intensa luz da solda ou do sol, ocorre fotoceratite, com irritação, dor, redução da visão, fotofobia, lacrimejamento e edema conjuntival.

- Olhar diretamente para o sol sem proteção (como acontece com mais freqüência quando ocorre eclipse do sol), produz lesão fototóxica na mácula central da retina.

 

b) Efeitos tardios:

 

- Envelhecimento acelerado da pele das pálpebras e tumores.

- Conjuntivite crônica, pinguécula, tumores da conjuntiva, pterígio.

- Catarata, prebiopia precoce.

- Degeneração Macular relacionada à idade, alteração na visão de cores, edema macular cistóide.

 

Prevenção:

 

Usar chapéu, boné, viseira, guarda-sol, evitar os horários mais ricos em radiações ultravioletas (das 10h às 16h) e usar lentes com filtro absorvedor de UVA e UVB (fotossensíveis, fotocromáticas ou escuras).

Dr. Ademar Valsechi - CRM 1564

Médico Oftalmologista

Clínica de Olhos Valsechi
Fone: (48) 3222-8907




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