Artigo

Publicado em: 8/12/2010

A cicatrização nas diferentes cirurgias plásticas

Variadas técnicas são utilizadas de acordo com a necessidade de cada paciente

Por Dr. Rodrigo d’Eça Neves

A cirurgia plástica é o capítulo indivisível da medicina que se ocupa em desenvolver técnicas que permitam restituir a integridade anatômica.

 

Quando se obtém semelhança com a anatomia normal então chegamos mais perto do belo e esta é a razão pela qual é conhecida como cirurgia estética que é indicada para satisfazer as necessidades da alma no espaço da auto estima e recebe o nome de reparadora quando a finalidade é funcional, como nas más formações congênitas (fissura lábio-palatinas), traumas (queimaduras, acidentes de trânsito ou trabalho) e curativa nos casos de câncer de pele e outros tumores. Para lograr esta proposta ela depende de técnicas que implicam incisões com a conseqüente cicatrização.

 

Esta cicatrização, como em todo tipo de cirurgia realizada pela medicina, depende das características genéticas, onde cada etnia responde de maneira diferente com cicatrizes mais bonitas ou mais feias. Há a cicatriz normal, a plana, a hipertrofiada e o tumor chamado quelóide que ainda poderão ter a cor alterada para mais ou menos escurecidas. Para todas as situações existem propostas preventivas que muito dependem da colaboração e participação efetiva do paciente.

 

O tratamento da cicatriz defeituosa depende de técnicas variadas e bem definidas, com utilização de muitos dos recursos oferecidos pela medicina em nossos dias. Utilizando algumas cirurgias como exemplo, podemos focalizar muitos aspectos.

Mamaplastia é o nome da cirurgia realizada na mama. Quando as mamas são pequenas e não respondem a tratamento clínico então cabe a inclusão de prótese mamária de silicone para aumentá-la. O tamanho deve manter estreita relação de proporção e harmonia com o tamanho do tórax e porte físico, atendendo ainda as alterações congênitas que podem desapercebidamente acompanhar o desejo da paciente. Assim como na escultura o tamanho final da mama deve obedecer às leis artísticas da divina proporção ou segmento áureo.

 

A queda das mamas impõe aspecto desagradável que gera redução da auto-estima, instabiliza a segurança da mulher e dificulta o seu relacionamento íntimo. Esta é a grande indicação para a realização da mastopexia.

Se a mama tem tamanho suficiente, deve ser operada refazendo sua forma anatômica com técnicas que elevam a aréola e remodelam o seio, utilizando todos os recursos que as técnicas oferecem.

Se a mama tiver tamanho grande ou muito grande, isto por si só indica sua redução. Neste ato há também o tratamento cirúrgico que remodela a mama e lhe confere o tamanho equivalente a proporção ideal para aquele corpo.

 

Muitos são os modelos de cicatriz que terminam ao final da cirurgia, sempre determinados pelo formato e a necessidade exigida pela própria mama a ser operada. Assim a consulta deve estar isenta de conceitos pré-estabelecidos para chegar à melhor conclusão uma vez que cada cirurgião prefere uma das várias possibilidades técnicas existentes. Ao paciente compete eleger o médico que lhe parecer mais convincente e seguro.

 

Diversos são os modelos de face e pescoço, a cada um deles cabe um plano cirúrgico que melhor atenda a necessidade de oferecer um rosto jovializado sem os estigmas próprios da cirurgia exagerada. Nos dias de hoje, na busca de menores cicatrizes surgiram várias substâncias e medicamentos que permitem amenizar a aparência senil complementando com menor agressão diferente das antigas cirurgias onde havia perda de grande quantidade de cabelos em razão de cicatrizes alargadas no couro cabeludo. Assim ingressou o uso da toxina botulínica e os materiais de preenchimento e cicatrize pré-pilosa.

 

Nestas cirurgias ainda que seja o desejo da paciente não é sempre que poderemos atendê-lo na sua plenitude. Costumamos utilizar uma figura dizendo que o cirurgião nem sempre pode reproduzir aquilo que foi idealizado pela paciente, diante do espelho.

 

 

 

Dr. Rodrigo d’Eça Neves - CRM 807
Prof. Titular de Cirurgia Plástica

Chefe do Serviço de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica

da Universidade Federal de Santa Catarina




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