Artigo

Publicado em: 24/6/2013

Alimentação do pré-escolar

Por Dra. Gabriela Didoné Dantas

É muito importante a educação dos pais sobre alimentação saudável, uma vez que os hábitos e padrões alimentares da família exercem um papel fundamental no comportamento da criança.

Um plano de alimentação saudável irá fornecer, em quantidade e qualidade, alimentos adequados para suprir as necessidades nutricionais definidas pelo crescimento e desenvolvimento da criança.

 

A seguir seguem algumas recomendações:

 

-   O esquema alimentar deve ser composto por cinco ou seis refeições diárias, com horários regulares (café da manhã, lanche matinal, almoço, lanche vespertino, jantar e algumas vezes lanche antes de dormir).

 

-   As refeições e lanches devem ser servidos em horários fixos diariamente, com intervalos suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição.

 

-   Estimular o consumo de água. Os sucos naturais devem ser usados após as refeições principais.

 

-   Incentivar a ingestão de leite e derivados (iogurtes, queijos) para garantir um aporte de cálcio adequado.

 

-   Encorajar a ingestão de fibras e desestimular a de alimentos ricos em colesterol e gordura saturada, bem como o uso excessivo de sal e açúcar refinado.

 

-   Evitar a utilização de alimentos artificiais e corantes, assim como salgadinhos e refrigerantes, pois hábitos alimentares adquiridos nesta idade mantêm-se até a vida adulta.

 

-   Fazer um cardápio diversificado, a monotonia alimentar pode tirar o apetite e interesse da criança pelo alimento.

 

-   É importante envolver a criança nas atividades de realização da alimentação (escolha do alimento, compra no mercado, preparação...)

 

-   A aceitação dos alimentos se dá não só pela repetição à exposição, mas também pelo condicionamento social e a família é o modelo para o desenvolvimento de preferências e hábitos alimentares.

 

-   A criança deve estar acomodada à mesa com os outros membros da família, quando a criança já for capaz de se servir a mesa e comer sozinha, essa conduta deverá ser permitida e estimulada.

 

-   Comportamentos como recompensas, chantagens, punições ou castigos para forçar a criança a comer devem ser evitados, pois podem reforçar a recusa alimentar da criança.

 

 

Fontes:

1. Prevention and Treatment of Pediatric Obesity: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, December 2008, 93 (12)

2. Manual de orientação para alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola. Departamento Científico de Nutrologia. Sociedade Brasileira de Pediatria 2006.

 

 

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Dra. Gabriela Didoné Dantas

Endocrinologista Pediátrica (CRM-SC 9524 / RQE 6431)

Responsável pelo Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica da

Prefeitura Municipal de Florianópolis – Policlínica Municipal Centro




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