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Publicado em: 15/7/2015

A saúde do homem e os níveis hormonais

Por Dr. Marcelo Fernando Ronsoni
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A testosterona é o principal hormônio masculino presente no sangue e é produzido predominantemente pelos testículos. O controle de sua produção é realizado por hormônios produzidos e liberados por outras estruturas (hipotálamo e hipófise). Além disso, sua produção pode sofrer influência de fatores como: demais hormônios circulantes, neurotransmissores, hiperglicemia, obesidade, entre outros.

Com o avanço da idade os níveis de testosterona diminuem e com isto, podem contribuir para uma piora da saúde em geral. Diferentemente do que ocorre na menopausa feminina, no homem não há a parada completa da produção deste hormônio pelos testículos, mas sim, uma redução gradual. Esta diminuição dos níveis pode levar a uma situação denominada hipogonadismo, que implica em uma investigação clínica e laboratorial apropriada e posterior avaliação de tratamentos específicos.

A testosterona interfere na diferenciação e função sexual, no humor, na massa muscular, na regulação dos lipídios (colesterol e triglicerídeos), na função imunológica, na formação óssea e de componentes do sangue. Também, a diminuição progressiva dos níveis de testosterona está associada a mudanças cognitivas, transtorno depressivo, disfunção erétil, alterações da composição corporal (favorecendo a obesidade), doença cardiovascular e a chamada síndrome de fragilidade do adulto com perda importante da massa muscular.

Para a realização do diagnóstico de hipogonadismo são necessários a existência de sinais e sintomas compatíveis associados a níveis sanguíneos baixos de testosterona. A dosagem deve ser realizada sempre pela manhã e, se baixa, necessita ser confirmada em outra coleta. Recomenda-se dosar os níveis de testosterona nos pacientes diabéticos e obesos, devido a alta associação desta alteração hormonal neste grupo de pacientes adultos.

Devido às evidências atuais de que os baixos níveis de testosterona diminuem a qualidade de vida do homem adulto e interferem na qualidade sexual do mesmo, é importante que os pacientes e seus médicos estejam atentos aos sintomas acima descritos e realizem a investigação clinica adequada. Caso haja a definição de hipogonadismo, definir a melhor abordagem terapêutica em cada caso individualizado.

Procure o seu médico endocrinologista e esclareça as suas dúvidas sobre a saúde masculina!


Fonte: Consenso Latino-Americano sobre DAEM, 2013


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Dr. Marcelo Fernando Ronsoni

Médico Especialista em Endocrinologia e Metabologia

CRM-SC 16049 / RQE 10011




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