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Publicado em: 12/12/2016

Tumores de pele

Por Dr. Rodrigo d’Eça Neves
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Toda proliferação de um só tipo ou de múltiplos tipos de células que ocorre nos corpos vivos, animal ou vegetal, são chamados de tumor.

 

Temos inúmeros tipos de tumores que se desenvolvem a partir de um tipo de célula ou tipo de tecido ou de pequenas estruturas incluídas na pele como seus anexos, pêlo, glândula sebácea ou sudorípara. Todos os tumores são classificados como benigno ou maligno.

 

Os benignos são aqueles que nascem com a pessoa ou se formam ao longo da vida, com evolução lenta e sem periculosidade. Os chamados malignos têm crescimento desordenado da célula ou tecido atingido e evoluem rápido. Podem liberar células e reproduzir a distância as metástases multiplicando os centros degenerativos.

 

Eles têm agressividades diferentes e deles o mais comum é o Carcinoma Baso Celular que tem uma agressão reduzida e não sai do lugar. Pode, entretanto, aparecer mais de um ao mesmo tempo ou em seqüência.

 

Fatores externos estimulam as reações da pele e sua degeneração. Entre estes fatores o mais importante é a radiação ultravioleta principalmente dois tipos, A e B também chamado de luz negra por não ser visível.

 

Apesar de grande divisão,dois tipos são os mais incidentes, conhecido por UVA, responsável pelo bronzeamento da pele por estimular as células que produzem melanina. O UVB produz alteração na cadeia genética da célula e provoca a degeneração comformação de tumor, ainda que prometido nos frascos de protetor solar, esta filtragem não é perfeita e não elimina o risco. Os protetores da pele são catalogados pelo fator de proteção solar (FPS) que quanto mais elevado mais ativo, apenas deve ser repetida a aplicação sempre que molhar na praia. Ele deve ser utilizado sempre que houver exposição ao sol.

 

Existem outras radiações que também interferem e por isto sempre é feito um questionário sobre os hábitos de cada paciente. Para facilitar a avaliação dos tumores (pintas) da pele é utilizado um memorizador para examinar os sinais de alerta.

 

Assim foram divididos em A, B, C, D, E e S.

 

A - Analisa a assimetria, lesões que são ou as que se converteram em assimétricas;

 

B - Examina os bordos,quando regulares são sinal de benignidade, mas, quando são irregulares devem ser avaliados;

 

C - A cor denuncia o tipo de lesão, quando únicas sem modificações dirigem para o benigno, mas, quando é multicolorido está havendo mudança e é sinal de alerta;

 

D - As lesões acima de0,5cm devem ser avaliadas;

 

E - A evolução é importante, pois pode indicar atividade dentro da lesão que também é sinal de alerta.

 

S - Sintomas quando existem, traduzem atividade do tumor que obriga avaliação e pode ser dor,prurido, descamação, fisgada, etc.

 

Não se deve esperar que haja sangramento que em geral é dependente de trauma, dificilmente é espontâneo.

 

Existem as ulcerações espontâneas porque o tumor cresce muito rápido e a vascularização não acompanha.

 

O dermatologista é o médico indicado para este exame e avaliação, o cirurgião plástico participa quando a complexidade da cirurgia assim o exigir.

 

A lesão deve ser retirada com margem de segurança para que não sobre resíduo do tumor no local. Todo produto da cirurgia deve ser enviado para exame anatomo patológico que completa a avaliação e o tratamento. Diante disto o médico deve acompanhar o paciente por um período que permita avaliar a cura.

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Dr. Rodrigo d’Eça Neves CRM-SC 807 / RQE 71
Prof.Titular de Cirurgia Plástica

Chefedo Serviço de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica
da Universidade Federal de Santa Catarina




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