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Publicado em: 21/8/2020

Crescimento na Infância. O que realmente importa?

Por Dra. Gabriela Didoné Dantas
Markus Spiske | UnsplashImagem_artigo_gabriela_crescimento_.jpg

Os pais costumam se preocupar muito com o crescimento dos filhos. A baixa estatura, hoje, é uma queixa muito frequente nos consultórios de endocrinologia pediátrica. O crescimento de uma criança é um processo contínuo que resulta de uma interação complexa de fatores genéticos, hormonais e fatores ambientais como alimentação, atividade física e sono.  


Este processo inicia na gestação e termina no final da puberdade com o fechamento das epífises ósseas. Durante esse processo vários fatores podem contribuir para que a criança tenha problemas de crescimento, resultando numa baixa estatura na vida adulta, abaixo do seu potencial genético, caso não seja diagnosticada e tratada corretamente. O acompanhamento freqüente da criança e a utilização dos gráficos de crescimento é fundamental pois permitem a identificação de distúrbios do padrão normal de crescimento em fases precoces da infância. 


Uma alimentação equilibrada favorece o crescimento, sendo importante oferecer diariamente alimentos dos quatro grupos fundamentais da pirâmide alimentar: proteínas, vitaminas e minerais, carboidratos e lipídeos. A ingestão adequada de cálcio na infância é fundamental para a formação de massa óssea e prevenção de osteoporose no futuro. 


É importante ter uma rotina bem definida de horários para refeições e lanches, evitando pular refeições, particularmente a primeira do dia. O café da manhã completo tem significativa influência sobre o rendimento escolar. Crianças desnutridas ou com seletividade alimentar extrema costumam ter atraso no crescimento. 


O tempo de Sono e a sua qualidade são muitos importantes. A criança deve dormir um número mínimo de horas de acordo com sua idade, de preferência na sua própria cama, com ambiente escuro, sem barulho e com temperatura adequada, favorecendo, assim, a liberação do hormônio de crescimento. 


A atividade Física também é muito importante, principalmente de baixo impacto (para poupar as articulações), como por exemplo, a natação, pois quando realizada de forma regular pode ajudar no crescimento. Já as atividades físicas de alto impacto quando realizadas em excesso podem prejudicar pois podem danificar a cartilagem de crescimento. 


A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda para crianças e adolescentes a prática diária de atividade física moderada durante 60 minutos, lembrando sempre do caráter lúdico que deve caracterizar as atividades físicas destinadas para crianças. Devemos reduzir o tempo dedicado a atividades sedentárias (televisão, videogames, tabletes e celulares) para no máximo 2 horas ao dia. Além dos fatores ambientais é importante que as causas hormonais como a deficiência de hormônio de crescimento, hipotireoidismo, alem de síndromes genéticas, doença celíaca, doenças renais e pulmonares entre muitas outras causas, sejam descartadas. O uso de hormônio de crescimento conhecido também como GH (Growth hormone) possue indicações específicas e têm se mostrado seguro e efetivo, quando indicado corretamente.


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Dra. Gabriela Didoné Dantas

Endocrinologista Pediátrica (CRM-SC 9524 / RQE 6431)

Responsável pelo Ambulatório de Endocrinologia Pediátrica da

Prefeitura Municipal de Florianópolis – Policlínica Municipal Centro




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