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Publicado em: 23/9/2020

Ablação de Nódulos Tireoideanos – Tratamentos dos nódulos tireoidianos, malignos e benignos, sem cirurgia

Por Dr. Gustavo Philippi de los Santos
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Os nódulos na glândula tireoide são relativamente comuns, até 60% das mulheres e 20% dos homens podem apresentar, sendo na maior parte benignos (95%).

Em relação aos nódulos malignos é cada vez mais comum os mesmos serem descobertos com tamanhos pequenos, menores de 1 cm, devido à grande evolução dos exames de diagnóstico e, consequente, diagnóstico precoce!

Mesmo os nódulos tireoidianos benignos podem trazer prejuízos à saúde. O crescimento exagerado desses nódulos pode provocar compressão das estruturas cervicais e alterações da estética cervical.

O tratamento cirúrgico convencional dos nódulos tireoidianos se faz através da cirurgia, tireoidectomia, que pode ser total ou parcial. Em ambos os casos, o procedimento é realizado com anestesia geral e é realizada através de uma incisão no pescoço. Além de deixar uma cicatriz, a tendência é que, após o procedimento, o paciente precise tomar hormônio tireoidiano pelo resto da vida, para compensar a falta da glândula.

Apesar da eficiência da cirurgia tradicional, os pacientes agora contam agora com um NOVO procedimento, menos agressivo e minimamente invasivo. Trata-se da Ablação de Nódulos por Radiofrequência (agulha), guiado pela ultrassonografia.

Esse novo procedimento é indicado para os casos benignos volumosos e mais recentemente para casos malignos selecionados, menores de 1 cm. Ao invés de retirar a glândula, a radiofrequência provoca uma espécie de efeito térmico no nódulo, desnaturando e destruindo as células. Como a ablação trata diretamente o nódulo, não atuando no restante da tireoide, faz com que o paciente não fique dependente do hormônio tireoidiano para o resto da vida. 

A ablação é feita com uma agulha, sem a necessidade de cortes e sem cicatriz. O médico, guiado por ultrassom, localiza o nódulo e as estruturas ao redor. Assim, ele pode inserir com segurança a agulha exatamente no local do nódulo, sendo a mesma ligada a um aparelho específico, que cria um efeito térmico ao redor da ponta do instrumento, matando as células do nódulo.

Ao contrário da cirurgia tradicional, a ablação é realizada com anestesia local, podendo ser associada à sedação para um maior conforto. Os pacientes não precisam ficar internados, podendo voltar para a casa no mesmo dia.

Após a ablação, as células que foram destruídas passam a ser absorvidas naturalmente pelo organismo do paciente. Esse efeito começa a ser percebido cerca de um mês após o procedimento. Ao fim de um ano, a redução no tamanho do nódulo chega a 80%. Caso a redução necessária não seja alcançada após o procedimento, a ablação do nódulo tireoidiano pode ser repetida quantas vezes necessária, no mesmo nódulo ou em outro.

Especificamente falando sobre o tratamento dos nódulos malignos da tireoide, o uso da ablação é ainda mais recente. Porém, nesse ano de 2020 foram publicados quatro grandes trabalhos científicos, com 5 anos de acompanhamento após tratamento, e os resultados foram excelentes (artigos abaixo)!

Cuide da sua saúde! Trate o seu nódulo tireoidiano em um centro de alta complexidade, com profissionais qualificados e experientes.


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Dr. Gustavo Philippi de los Santos

Cirurgia de Cabeça e Pescoço (CRM-SC 11661 / RQE 7780)
Especialista pelo Hospital das Clínicas da USP.
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.




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